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Pessoa com perfil facilitador guiando conversa em grupo, na empresa.

Perfil facilitador: como desenvolver o seu?

O perfil facilitador é considerado, por muitas, uma das respostas para os novos desafios que estão surgindo no mundo e no mercado de trabalho. No entanto, para entender o que exatamente isso significa, é preciso parar um pouco e olhar para o todo. 

O mundo mudou, e isso se tornou até clichê, mas a verdade é que o último ano de pandemia deu um pé na porta de todo mundo e fez com que repensássemos como seria nossas vidas tanto pessoalmente quanto profissionalmente.  Se falarmos com relação a tecnologia temos muito pano para manga.  

Pensando nisso, quais são as competências necessárias para inovar nesse contexto tão volátil? O design é descrito por muitos como a habilidade em resolver problemas: usamos e abusamos de muitos métodos e processos durante nossa trajetória para a ideação de soluções. Mas existe uma faceta pouco comentada nos conteúdos e nos cursos de formação da área: a facilitação! 

O que significa facilitação? 

A facilitação é o que liga muitas das ideias criativas e mirabolantes desenvolvidas durante o processo de inovar a real solução de um problema.  

Mulher com perfil facilitador sentada em frente ao computador, orientando reunião.
A facilitação é o elo entre ideias e ações.

Ela é ponte: é a partir dela que você conseguirá unir muitos pensamentos de pessoas diferentes, o que é genial, pois são culturas e contextos diferentes que nos ajudam a criar algo de fato inovador!  

O perfil facilitador 

O perfil facilitador será o diferencial. Ele irá te auxiliar no caminho do processo ideação. Se você está pensando que todo designer tem esse dom, saiba que está completamente enganado. Isso pode ser adquirido com estudos como aqueles que você faria para aprender uma nova ferramenta de trabalho. 

Para além do designer, todo mundo deve ser facilitador no seu dia a dia, afinal quem não quer simplificar a sua vida?  

O facilitador precisa ser motivador, mediador, coordenador e integrador. No final das contas, será o que vai fazer com que esses processos deem certo. O seu papel será fazer com que algum resultado saia desse processo, seja ele um direcionamento, uma ideação, um mapa de jornada (basicamente, construir o caminho que as pessoas fazem ao utilizar o seu produto ou serviços) ou o que você, como responsável, definir e acordar com quem solicita essa facilitação. 

Mulheres em uma lousa, com anotações e post its, conversando sobre ações.
O facilitador motiva, media, coordena e integra todos os envolvidos para que os objetivos sejam assertivos.

Por isso é preciso ter bem claro o que o facilitador não é e nem faz, visto que a linha acaba sendo uma pouco tênue e muito fácil de ser ultrapassada. 

Entenda o que o facilitador não é: 

  • Não é envolvido na tarefa ou assunto tratado 
  • Não é uma pessoa de recados 
  • Não está livre para emitir a própria opinião no assunto 
  • Não tem influência nas decisões a serem tomadas 
  • Não tem poder de autoridade de decisão sobre o grupo 
  • Não julga 
  • Não é um professor ou palestrante 
  • Não é necessariamente um expert no assunto 
  • Não é o centro das atenções 

Na prática a facilitação, mais especificamente para workshops de cocriação, utiliza-se de algumas outras ferramentas que vão auxiliar o facilitador nas tomadas de decisão para desenvolvimento do que precisa ser feito, dentre elas os fundamentos do design thinking, as técnicas do design sprint e as ferramentas de design de serviço. 

Nem sempre um workshop vai ser algo replicável e igual. Como trabalhamos com pessoas diferentes e contextos diferentes. Por exemplo, nem toda empresa de café utiliza o mesmo grão, nem todo pão de queijo de padaria é igual e nem seu pensamento de hoje vai ser o mesmo do ano passado. Por isso, para cada resultado, você vai realizar um processo diferente e deverá ser muito adaptativo.  

Equipe sentada em uma mesa de reunião, com um homem apontando informações em um computador.
O workshop integra várias pessoas diferentes e sempre será uma novidade para o facilitador.

Logo o perfil facilitador precisa estar preparado para essas ações. É de suma importância que ele construa um plano de execução para a sua facilitação, e isso vai desde a separação do objetivo principal para o acontecimento desse evento ao alinhamento de expectativas com os solicitantes dessa facilitação e à separação de ferramentas e de processos que irão auxiliar na condução. 

É tentador utilizar aquele canvas novo ou aquele nova ferramenta que proporciona uma experiência incrível durante a sua facilitação, porém o ideal é nunca perder de vista o principal objetivo que deseja atingir. E lembre-se: às vezes, as melhores ideias surgiram de um post it e de uma caneta. 

Traçado um plano de execução, organizado e definido os métodos que baseiam essa facilitação, sendo um processo de design sprint, o método do diamante duplo ou até um canvas de funil de decisão, o facilitador também tem que definir o timebox de cada atividade.  

Além disso, é preciso se preparar com a utilização de quebras gelos iniciais, pois nem sempre vão estar em sala pessoas que se conheçam ou perfis supercriativos. 

Mulher sentada, conversando e sorrindo, com notebook à sua frente.
É importante considerar diferentes perfis na hora de facilitar um encontro, para que todos consigam participar.

Por isso é muito importante estar preparado. Desenvolver ideias parece algo natural do ser humano, mas não é. Ser criativo leva tempo e dedicação que, às vezes, você não vai ter nessa facilitação, então cartas na manga são bem-vindas. Lembre-se: você, facilitador, vai engajar esse público. Se a conversa não sai do lugar, você precisa entrar em ação. 

A observação é outra grande aliada. Você precisa sentir o clima. Um aceno, uma mudança de expressão e até o ato de desmutar o microfone em um contexto virtual deve ser levado em consideração. São esses pequenos detalhes que irão te levar a pontos de conexão que você deve conduzir para levar ao desenvolvimento de algo valioso. 

Por último, registre e documente os processos, os resultados de cada etapa, as apresentações ou os sorrisos. O resultado dessa facilitação será apresentado de alguma forma e em algum momento. Coletar feedbacks também deve ser uma prática do seu dia a dia, pois vai ajudar no processo de evolução de forma muito mais fácil e prática. 

Ser um facilitador pode parecer assustador no início, mas as dinâmicas alavancam processos de inovação e sua presença torna o trabalho menos estressante e mais eficiente para todos os envolvidos. 

Para se aprofundar no assunto, você pode conferir os conteúdos abaixo, que possuem ainda mais dicas sobre faciliatação. 

Leitura 

  • Sprint, Jake Knapp 
  • Lean Inception, Paulo Caroli 

Lives, vídeos aula e canais de conteúdo  

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Sobre a autora

Camila é bacharel em Design pelo centro Universitário FMU | FIAM FAAM, faz parte da equipe UX design da DB1 Global Software como UX Design. Nas horas vagas, se aventura nas curiosidades e descobertas sobre Design, facilitação, produtividade, cultura pop e sociedade.

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